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Taxa de sucesso e custos da fertilização in vitro são mais favoráveis.
Riscos para o bebê e para a mãe também são menores, diz estudo.

O resultado de um estudo finlandês que avaliou os aspectos econômicos e de saúde dos diversos métodos de fertilização se propõe a esclarecer uma questão.
Seria mais eficiente implantar vários embriões ou somente um quando se faz o tratamento de fertilização?

Segundo os cientistas que publicam um artigo na revista "Human Reproduction" desta quarta (25), com os embriões únicos implantados a taxa de sucesso é superior à implantação de dois embriões em mulheres com menos de 40 anos. Alem do aspecto do sucesso das gestações o custo do procedimento é 5% mais baixo, resultando em 20 mil euros por bebê, nascido após 37 semanas, menos do que a implantação dupla.

O estudo acompanhou durante mais de 10 anos o trabalho do instituto de fertilização da Universidade de Oulu, na Finlândia. Entre 1995 e 2004 foram tratadas mais de 1.500 mulheres com menos de 40 anos.

O avanço das técnicas de fertilização permitiu que muitas mulheres consigam realizar o sonho da gestação. Ao mesmo tempo as gestações múltiplas aumentam os riscos para mães e bebês e oneram os sistemas de saúde. Segundo o Dr. Marcio Coslowsky, da Clinica Huntington, a implantação de embrião único é a alternativa fisiológica mais segura. O médico chama a atenção para o fato de que, no Brasil, as mulheres buscam as clínicas de fertilização para tratamento frequentemente só após os 35 anos.

Com relação ao aspecto dos custos, o Dr Isaac Yadid, que participou do nascimento do primeiro bebê de proveta do Brasil, chama atenção para a necessidade menor de medicações no processo de embrião único. As medicações são uma parte importante dos custos da fertilização. O ideal é que o diagnóstico e a indicação do tratamento de fertilização sejam feitos mais cedo, aumentando as opções e as chances de sucesso.

Os especialistas ressaltam que a pesquisa mostra que diversas técnicas de preservação dos embriões após sua fertilização em laboratório podem ser utilizadas. O objetivo final é a obtenção de bebês saudáveis, com menor custo e risco, através da técnica de implantação única de embriões. Atualmente os gestores dos sistemas de saúde sofrem pressões para garantir a cobertura aos tratamentos. Além da escassez de recursos habitual, estamos em tempos de crise econômica, que não poupa setor algum.



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Tratamentos contra infertilidade não aumentam risco de câncer de ovário

PARIS (AFP) - Os tratamentos contra infertilidade não aumentam o risco de câncer de ovário, ao contrário do que sempre se suspeitou, de acordo com um estudo dinamarquês publicado nesta sexta-feira no British Medical Journal (BMJ).

A maioria dos cânceres de ovário tem, como origem, células epiteliais (revestimento do ovário), e uma ligação foi sugerida com a ovulação, responsável pelos fenômenos cíclicos de destruição e de reconstituição do epitélio.

 

Assim, os tratamentos que estimulam a ovulação eram considerados suspeitos de funcionar como um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de ovário.

 

O estudo da equipe de Allan Jensen, da Sociedade Dinamarquesa contra o Câncer, foi realizado com 54.362 mulheres com problemas de infertilidade, que se consultaram nos centros de fertilidade da Dinamarca, entre 1963 e 1998. Dessas, 156 tiveram câncer de ovário.

 

Os pesquisadores não encontraram um risco potencial de câncer nas mulheres tratadas contra a infertilidade, incluindo aquelas que seguiram dez ciclos de tratamento, ou aquelas que não engravidaram.

 

Eles destacaram, porém, que continuam seu acompanhamento, já que muitas mulheres que participam do estudo ainda não atingiram a idade em que esse tipo de câncer é mais freqüente - 60 anos, em média.

 

O câncer de ovário é relativamente raro, mas tem um baixo índice de sobrevida.

Fevereiro 2009



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Bacia larga do Homo erectus permitiu bebês inteligentes, diz estudo

Estudo de fóssil de 1,2 milhão de anos revelou que pelve era maior do que se pensava.

Da BBC

Seres humanos mais inteligentes se desenvolveram porque seus ancestrais do sexo feminino tinham a bacia mais larga que lhes permitiu dar à luz bebês com cérebros maiores, sugeriu o estudo de um fóssil de 1,2 milhão de anos.


A reconstituição do fóssil da bacia de uma fêmea descoberta em 2001, na região de Afar, na Etiópia, levou os pesquisadores a especularem que os homens primitivos estavam mais equipados do que se imaginava para produzir bebês com cérebros maiores do que se acreditava anteriormente.


"Esta é a mais completa pelve de fêmea de Homo erectus desse período já encontrada", disse Sileshi Semaw, da Universidade de Indiana, em Bloomington, nos Estados Unidos.


"Esta descoberta nos dá informações mais precisas sobre a pelve do Homo erectus e, portanto, sobre o tamanho de seus recém-nascidos".


 

  Modelos antigos

"Em termos de hominídeos ancestrais, tudo o que tínhamos até agora como fóssil de pelve era Lucy (de 3,2 milhões de anos e também descoberta na Etiópia), e que era muito mais antiga que os humanos modernos", afirmou Sileshi Semaw.


O estudo, divulgado na quinta feira na revista Science, comparou ainda dados que haviam sido estimados anteriormente com base em um fóssil da pelve de um jovem macho encontrado no Quênia, e que datava de 1,5 milhão de anos.


Semaw e sua equipe estabeleceram que o fóssil da bacia de 1,2 milhão de anos era 30% maior do que o cálculo feito a partir do fóssil queniano.



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Estudo: gene regula apetite e fertilidade em mulheres

Cientistas americanos disseram ter identificado um gene que controla, ao mesmo tempo, o apetite e a fertilidade nas mulheres. O gene TORC1 aparentemente age como um "interruptor", fazendo, ao mesmo tempo, as mulheres perderem o apetite e permitindo a gravidez.

Segundo os cientistas, o gene também pode proporcionar uma vantagem evolucionária, ao impedir que mulheres engravidem em épocas de escassez de alimentos.

Camundongos que não tinham esse gene não conseguiram se reproduzir e se tornaram obesas, segundo o estudo, que foi publicado na publicação científica Nature Medicine.

Obesidade
Tanto mulheres muito abaixo ou muito acima do peso podem ter problemas de fertilidade. A pesquisa do Salk Institute, no Estado americano da Califórnia, sugere que o TORC1 pode ter um papel fundamental em ambos os casos.

Em circunstâncias normais, quando a ingestão de comida é normal, as células de gordura produzem um hormônio chamado leptina, que, por sua vez, ligaria o TORC1, reduzindo o apetite e permitindo a reprodução. Em tempos de escassez ou falta de alimento, a ausência da leptina mantém o TORC1 desligado, fazendo com que a mulher tenha apetite normal e não consiga engravidar - já que a gravidez aumentaria muito o consumo energético pela mulher grávida.

Isso, segundo os pesquisadores da Salk, seria uma vantagem evolucionária importante para algumas mulheres em tempos de fome. No entanto, eles argumentam que uma mutação sutil no gene TORC1 também pode desempenhar um papel na obesidade, ao não emitir o sinal de "parar de comer" em tempos de fartura de comida.

Se transmitido de geração para geração, essa mutação poderia elevar o risco de obesidade. Uma falha no gene também poderia afetar a fertilidade das mulheres, impedindo a reprodução.

Papel fundamental
Para testar isso, os cientistas criaram camundongos sem o TORC1. Após oito semanas, eles começaram a ficar obesos. Além disso, cobaias de ambos os sexos se tornaram inférteis.

O professor Marc Montminy, que liderou a pesquisa, disse que o TORC1 é fundamental para dar início a uma reação em cadeia de sinais entre a gordura corporal e o cérebro. "Ele desempenha um papel fundamental na forma como nós, humanos, comemos e na chance de nos reproduzirmos".

O professor Stephen Bloom, do Imperial College London, disse que as descobertas da equipe de Montminy são interessantes, mas ainda é cedo para avaliar o papel exato do TORC1 na cadeia de reações geradas pela leptina.



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Jovens recuperados de câncer podem ter filhos

30 a 40% dos oncologistas não informam seus pacientes sobre as técnicas de preservação da fertilidade

Um dos diagnósticos que traz maior pânico na vida dos pacientes é o câncer. Estudos demonstram que novos tratamentos prolongam significativamente a sobrevida destes pacientes. Por isso, a importância de conhecer "o que e quando fazer" para dar a continuidade e a manutenção da qualidade de vida é tão importante. Percebendo a dificuldade dos pacientes entenderem como poderiam preservar sua fertilidade, o IPGO - Instituto Paulista de Ginecologia, Obstetrícia e Medicina da Reprodução criou o "Manual de Preservação da Fertilidade em pacientes com câncer", escrito pelos médicos especialistas em reprodução humana, Arnaldo Cambiaghi e Daniella Castellotti.

O material esclarece de forma simples, as ténicas utilizadas, a ética e as garantias de sucesso para cada um dos métodos. Há também indicações de perguntas a serem feitas aos médicos antes do inicio destes tratamentos. Este material foi enviado gratuitamente a diversas Clinicas, Institutos de Oncologia, Fundações e Associações relacionadas ao assunto, assim como, para pacientes e familiares que tenham interesse em esclarecer dúvidas sobre as possibilidades de preservação da fertilidade.

Segundo Cambiaghi, coordenador do projeto, os estudos comprovam que pacientes com câncer de vários tipos como Linfoma de Hodgkin, Linfoma de Não-Hodgkin e o Câncer de Mama e que foram submetidos a tratamentos oncológicos têm apresentado significativo indice de longevidade. Por este motivo é impreenscindivel ao médico que trata o paciente com câncer o conhecimento das técnicas atuais para preservação da fertilidade, a fim de garantir ao paciente a possibilidade e o direito de ter filhos e constituir familia. " Nossa preocupação é esclarecer dúvidas e auxiliar a todos, por isso, o Manual esta sendo distribuido gratuitamente", complementa o especialista.

Estima-se que em 2010, um em cada 250 adultos será sobrevivente de tratamento de câncer. " A cada ano o numero de jovens com câncer vem aumentando, mas a boa noticia é que o indice de cura tambem aumentou. Por isso a importãncia de pensarmos na fertilidade e no futuro destes pacientes. O Manual, totalmente embasado em dados e estudos, vem informar técnicas utilizadas de preservação da fertilidade de forma direta, clara e concisa. Esperamos com ele, contribuir para um futuro melhor desses pacientes", conclui Cambiaghi.



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Hormônio Anti-Mulleriano: novo marcador de reserva ovariana

A razão da dosagem do hormônio folículo estimulante (FSH), inibina B (InbB) e estradiol (E) no terceiro dia do ciclo menstrual é essencialmente baseada na habilidade do folículo antral precoce de produzir InbB e E em resposta ao FSH. O valor da dosagem desses marcadores varia de acordo com a fase de crescimento folicular e varia com o tamanho dos folículos antrais durante a fase folicular precoce. Essas limitações podem explicar em parte a notável variabilidade dos resultados desses hormônios de um ciclo menstrual ao outro.

A concentração sérica do AMH no terceiro dia do ciclo diminui progressivamente ao longo da idade e torna-se não detectável depois da menopausa. A alteração da concentração do AMH ocorre mais precocemente que a dos outros hormônios em relação ao avanço da idade da mulher e a alteração substancial do FSH sérica ocorre somente depois dos ciclos menstruais já terem tornados irregulares. Isto sugere que a dosagem periférica do AMH é um parâmetro valioso para monitorar a exaustão folicular (insuficiência ovariana).

A relação entre a quantidade de folículo antral e a concentração sérica do AMH no terceiro dia é significativa e melhor quando comparado com o FSH, InbB e E, além da pequena variação entre ciclos menstruais do AMH. A concentração sérica do AMH durante a fase folicular precoce do ciclo menstrual reflete o número de oócitos em cada ovário, o número de oócitos recrutados após ciclos estimulados, o número de oócitos obtidos na punção folicular e relaciona positivamente com a taxa de gravidez em ciclos estimulados.

Logo a dosagem periférica do AMH é um marcador importante e interessante da reserva ovariana e do prognóstico do tratamento de infertilidade.



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SUS pagará tratamento de infertilidade, diz ministro

José Gomes Temporão garante que rede pública vai cobrir reprodução assistida.
Ele condiciona oferta do serviço à entrada de recursos provenientes da emenda 29.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta terça-feira (10) em Campinas, a 95 km de São Paulo, que o governo federal vai financiar o tratamento para casais que não podem ter filhos.

 

"Não existe nenhum serviço público de reprodução assistida. Hoje, o casal que não consegue ter filho, se quiser fazer tratamento, tem de pagar tratamento caríssimo, que pode chegar a R$ 10 mil, R$ 20 mil. O SUS (Sistema Único de Saúde) vai oferecer este tipo de atendimento", garantiu o ministro.

Temporão afirmou que a oferta do serviço depende de aprovação da regulamentação da emenda 29, em discussão pelo Congresso. "Tudo isso que estou falando aqui depende da regulamentação da emenda 29 e da definição de uma fonte segura de financiamento para o SUS", afirmou.

De acordo com Temporão, "a Emenda 29 é importante porque define de uma vez por todas o que são gastos em saúde." 

O ministro afirma que os estados deixam de colocar R$ 5 bilhões no sistema de saúde a cada ano. "Nossa estimativa é que tenhamos uma fonte definitiva de custeio do governo federal, entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões por ano. Isso é fundamental para que possamos melhorar a qualidade da cobertura", afirmou.

Temporão disse que o financiamento de cirurgia para mudança de sexo - medida anunciada em 5 de junho - também depende da chegada de mais recursos provenientes da emenda 29.  "Tem verba para isso, sim, como tem para casais que não conseguem ter filhos", afirmou.



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O CENTRO DE REFERÊNCIA DA SAÚDE DA MULHER informa que:
 
O PABX do Hospital é: (0xx11) 3248-8000
 
Informamos também que, para saber sobre agendamento de consultas e procedimentos para abertura de prontuário neste Centro de Referência é necessário obter as informações através do AMBULATÓRIO DA MULHER, local onde são realizadas as consultas ambulatoriais e alguns exames das pacientes do CRSM.
 
O AMBULATÓRIO DA MULHER  fica na RUA SANTO ANTÔNIO, 630 - BELA VISTA - SÃO PAULO/SP.
Próximo ao Terminal Bandeira e Metrô Anhangabaú
 
O PABX do Ambulatório é: (0xx11) 3292-9000
A seguir estão alguns e-mail que poderão ser utilizados para esclarecimentos de dúvidas:
 
Conte Comigo Hospital:
crsm-conte_comigo@saude.sp.gov.br
Conte Comigo Ambulatório:
crsm-conte_comigo_pam@saude.sp.gov.br
Serviço Social Ambulatório:
crsm-servsocial_pam@saude.sp.gov.br
Serviço Social Hospital:
crsm-servsocial@saude.sp.gov.br
 
O telefone (0xx11) 3112-1208 pertence ao setor de compras. 


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Uso de Tecnologia em Reprodução Assistida em Casais com HIV

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) infecta pessoas de todas as idades. O fato da maioria das pessoas infectadas (86%) estar em idade reprodutiva (15-44 anos), e ainda que o vírus é mais prevalente atualmente em casais heterosexuais, alguns destes casais necessitarão de assistência para terem seus filhos, com diminuição importante de infectar o parceiro e seus filhos. Uma meta-análise demonstrou que o uso da terapia anti-retroviral altamente eficaz, a não amamentação, associados ou não ao parto cesáreo eletivo, diminuem significativamente a transmissão vertical do vírus para o feto.

Diante disto a Sociedade Norte-Americana (ASRM) e Européia (ESHRE) de Medicina Reprodutiva fizeram colocações éticas que devem ser seguidas.

Mulher HIV +

Se a mulher é HIV +, a inseminação intra-uterina eliminaria o potencial de transmissão do vírus ao parceiro. Uma gestante sem tratamento anti-retroviral tem uma taxa de transmissão do vírus para seu feto de 20-25%. Se zidovudina (AZT) for utilizada pela gestante, a partir da 14a semana de gestação, bem como pelo recém-nascido até 6 meses, o risco de transmissão materno-fetal cai para 5-8%. Atualmente, recomenda-se o uso de 3 drogas anti-retrovirais pela gestante, o que permite que quase a totalidade delas atinjam carga viral indetectável, o que significa supressão viral máxima, reduzindo o risco de transmissão vertical para menos de 1%.


Homen HIV +

Tecnologias hoje disponíveis permitem a separação de espermatozóides do vírus HIV em homens HIV positivo, para que reduza a carga viral na amostra seminal, e posterior uso destas para inseminação dos óvulos de suas parceiras HIV negativo com o objetivo de obter gravidez.

Estas tecnologias estão indicadas em casais HIV soro-discordantes, onde o homem está contaminado, e que através de uma tecnologia no processamento do sêmen é possível a separação de espermatozóides, sem a presença do vírus HIV na amostra. Este processamento seminal para retirada do HIV consiste em sucessivas “lavagens” dos espermatozóides.

Existem alguns critérios para que estes homens possam fazer parte deste programa: não ser azoospérmico, baixa carga viral, contagem CD4+ adequada, dentre outros.

Para certificarmos a ausência do vírus na referida amostra, após o processamento, parte da suspensão contendo os espermatozóides é analisada através da técnica de PCR (Reação em Cadeia pela Polimerase) e outra parte é criopreservada. Após o resultado negativo, no que concerne à presença do vírus, a mulher é submetida à indução da ovulação para obtenção de óvulos que serão combinados com aqueles espermatozóides outrora criopreservados que serão agora descongelados, através de técnicas de reprodução assistida (IIU – Inseminação Intra-Uterina, Inseminação Artificial; FIV - fertilização in vitro, bebê de proveta; ICSI – injeção intra-citoplasmática de espermatozóide).

Acompanhamento

O acompanhamento da mulher é feito através de testes para detecção de anticorpos para o HIV e antígeno p24 do HIV, que aparece no organismo 1 a 2 semanas após a exposição ao vírus. Estes testes devem ser realizados com freqüência após a transferência embrionária para o útero ou após a inseminação intra-uterina e também no recém-nascido.

Tratamento da infertilidade quando ambos parceiros são HIV +

Estes casais têm de ser informados do risco de transmissão para a prole. Se a carga viral puder ser suprimida a níveis indetectáveis na gestante, o casal poderá ter um filho sem HIV. A terapia anti-retroviral atual que consiste em administrar ao paciente, pelo menos, 3 drogas, está permitindo transformar a infecção pelo HIV numa doença crônica, com expectativa de sobrevida com boa qualidade de vida por muitas décadas. Por outro lado, como tal terapia se tornou disponível há cerca de 10 anos, não é possível precisar quão duradoura ela será. Os dados atuais demonstram que, pelo menos 80% dos pacientes que são aderentes à terapia, apresentam boa resposta clínica, imunológica e virológica.

Considerações éticas

O risco da transmissão do HIV para a descendência pode ser diminuído enormemente, mas não eliminado. O risco levanta questões éticas no âmbito da liberdade de reproduzir, o que pode ser considerado danoso o suficiente para restringir esta liberdade, gerando assim, conflito entre dois princípios éticos: respeito pela autonomia do paciente em decidir sobre sua reprodução e o principio da beneficência que é expresso na preocupação com o bem-estar da criança. Em situações onde uma criança poderá nascer com uma doença grave, poderá ser argumentado que profissionais não estariam agindo sem ética, caso procedam com técnicas em reprodução assistida envolvidas em cuidados necessários para prevenir a transmissão desta doença para criança e para o outro parceiro. No entanto, não será eticamente aceitável, se fizer o tratamento com falta de recursos clínicos e laboratoriais necessários para cuidados efetivos para estes casais que desejam ter seus filhos.

As considerações éticas aqui abordadas são similares em alguns aspectos àquelas em casais que sabem que são portadores de doença autossômica recessiva, como anemia falciforme, fibrose cística ou doença de Tay-Sachs. Estes casais podem optar por correr o risco de terem seus filhos acometidos por estas doenças. Nestes casos, o risco de transmissão da doença é de 25% e não pode ser reduzido. Já o risco de transmissão do HIV pode ser reduzido para até mesmo menos de 1%. E ainda, este risco é menor, quando comparado com anormalidades cromossômicas em pacientes mais velhas e gestação múltipla, por exemplo.

Considerações finais

A infecção pelo HIV é atualmente classificada como uma doença crônica e tratável, mas ainda não é curável. O potencial para pessoas HIV+ terem filhos não infectados e não transmitir o vírus para seus parceiros foi aumentado substancialmente, mas o sucesso não pode ser totalmente garantido. É recomendado uma equipe multidisciplinar para a abordagem destes casais: especialistas em medicina reprodutiva, infectologistas, obstetras, embriologistas, psicólogas e enfermeiras.

As opções para os casais que não queiram se submeter a estas técnicas seriam: adotar uma criança, usar o banco de sêmen de doador ou então não terem filhos. Esta abordagem deve sempre ser colocada aos casais, previamente ao tratamento.

Referência:

Implicações éticas quanto às técnicas de reprodução assistida em casais sorodiscordantes para HIV, onde a mulher é soronegativa e o homem é soropositivo. Arq Cons Reg Méd do PR, 21 (82): 74-76, 2004.


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AVANÇO NA INFERTILIDADE MASCULINA

ANÁLISE DA FRAGMENTAÇÃO DO DNA

Há alguns anos tem se pesquisado sobre a fragmentação do DNA espermático, mas apenas recentemente estes estudos conseguiram ter aplicabilidade clínica na avaliação da infertilidade masculina.
Os resultados com o teste evidenciam que espermatozóides morfologicamente normais e móveis podem apresentar níveis altos de fragmentação do DNA. Indivíduos que apresentam o espermograma normal podem ser portadores dessa desordem.
A fragmentação do DNA pode resultar de múltiplos fatores como: dieta, uso de drogas, febre alta, temperatura testicular elevada, poluição, fumo e idade avançada. Com exceção da idade, a exposição a estes fatores pode ser transitória, podendo have uma melhora da fragmentação do DNA com o decorrer do tempo.
A qualidade do DNA prediz o sucesso da inseminação intra-uterina.
Um valor de Índice de Fragmentação de DNA (IFD) superior a 30% coloca o homem em um grupo que estatisticamente tem um tempo mais longo para estabelecer uma gestação normal, maior número de ciclos de Fertilização in vitro (FIV) e aumento do risco de abortamento. A fragmentação do DNA espermático diminui a taxa de gravidez em Técnicas de Reprodução Assistida.
É importante salientar que um valor de IFD acima de 30% não exclui a possibilidade de fertilização normal, desenvolvimento embrionário e ocorrência de gestação a termo normal.


O indivíduo que possui o teste positivo pode se beneficiar através do tratamento com agentes anti-oxidantes como a vitamina C e E.
Artigos recentes relatam um menor IFD em espermatozóide testicular, uma vez que esta fragmentação se dá ao nível pós-testicular, principalmente no epidídimo. Houve um aumento na taxa de implantação embrionária e gestação clínica ao se usar espermatozóides oriundos de biópsia testicular.
Temos que refletir que, com uma taxa de fragmentação de DNA de 30% no ejaculado, ainda tem mais da metade dos espermatozóides com o DNA aparentemente intacto. É possível que a fragmentação de DNA detectável seja apenas a “ponta do iceberg” e que o dano sub-limiar ao DNA está presente na maior parte daqueles espermatozóides em que o resultado foi normal.
Figura 1: A Citometria de fluxo que avalia a fragmentação do DNA, consiste na passagem das células coradas são forçadas a passarem por um canal de vidro numa suspensão líquida. Quando as células passam pelo ponto focal do feixe de laser, este causará a emissão de uma luz de uma determinada cor. O espermatozóide que fluoresce a cor verde tem baixos níveis de fragmentação de DNA (não-detectável) enquanto o vermelho traduz níveis moderados a altos de fragmentação de DNA. Níveis moderados a altos de fragmentação encontrados nesta fluorescência vermelha, está provavelmente além da capacidade oocitária de reparação do DNA.

Fonte: Alessandro Schuffner



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